Presidência Egípcia/ EFE
Presidência Egípcia/ EFE

Egito busca apoio da ONU para combater Estado Islâmico na Líbia

Chanceler egípcio, Sameh Shukri, discutirá com o Conselho de Segurança como conter a expansão do EI, através de grupos afiliados, em território líbio

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 09h08

O governo egípcio buscará nesta quarta-feira, 18, em reunião com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoio para uma intervenção militar com o objetivo de combater o Estado Islâmico (EI) na Líbia. 

Em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Sameh Shukri, discutirá com membros do CS como conter a expansão do EI, através de grupos afiliados, na Líbia. "Acreditamos que uma forma mais ampla de assitência ao governo líbio é necessária em vista da ameaça que o terrorismo representa", disse Shukri.

A reunião ocorre depois de a Força Aérea egípcia ter lançado bombardeios aéreos contra posições de milícias ligadas ao EI em território líbio. A ação foi feita em retaliação ao vídeo do grupo mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios.

Em entrevista à rádio francesa Europe 1, na terça-feira, 17, o presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sissi afirmou que a criação de uma coalizão internacional apoiada pela ONU é a melhor maneira de livrar a Líbia de extremistas islâmicos. "Não há outra opção", disse, afirmando que o confronto não deveria ser apenas militar, mas também "econômico e político".

Na segunda-feira, 16, o governo italiano também se posicionou em relação ao avanço dos grupos afiliados ao EI na Líbia, propondo uma intervenção militar no país norte-africano, com o envio de tropas terrestres para combater os extremistas. A ideia inicial era de que a Itália chefiasse a coalizão militar internacional, disponibilizando, a princípio, 5 mil militares. / AFP, AP e EFE

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