Egito cancela amistoso contra Irã em protesto

O protesto é contra um filme que critica seu ex-presidente Anwar el-Sadat, assassinado em 1981

EFE,

19 de julho de 2008 | 04h06

A Federação de Futebol egípcia anunciou o cancelamento do amistoso que sua seleção disputaria, em 24 de agosto, contra o Irã, em protesto contra um filme que critica seu ex-presidente Anwar el-Sadat, assassinado em 1981. O jornal oficial "Al-Ahram" informou neste sábado, que o Egito cancelou a partida depois que seu ministro de Assuntos Exteriores, Ahmed Aboul Gheit, aconselhou a medida, para "evitar uma maior deterioração" das relações entre Cairo e Teerã. Há duas semanas, o Egito se queixou formalmente perante o encarregado de negócios do Irã no Cairo acerca das "conseqüências adversas" que poderia ter o novo filme iraniano "A Execução do Faraó", sobre o assassinato do presidente egípcio Anwar el-Sadat. O filme, com uma hora de duração, apresenta a morte de Sadat como "a execução revolucionária do traidor pelas mãos do mártir Khalid Islambouli", com declarações de especialistas em segurança e políticos. Sadat governou o Egito de 1970 até 6 de outubro de 1981, quando foi assassinado por Islambouli, oficial do Exército, quando assistia a um desfile militar em homenagem à Guerra do Yom Kippur, de 1973. O presidente egípcio tinha adotado uma posição crítica para com o regime dos aiatolás surgido da Revolução Islâmica no Irã, e ofereceu asilo ao Xá Reza Palevi quando ele deixou o país. O Irã rompeu os laços diplomáticos com Cairo depois que o Egito assinou um acordo de paz com Israel, em 1980. Em 1990, foram retomadas as relações de menor nível entre ambos os países, mas o Egito ainda resiste a designar um embaixador para o Irã até que, entre outras coisas, Teerã retire o nome de Islambouli de uma de suas ruas.

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