Egito comandará Liga Árabe em meio a turbulências na região

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil Elaraby, foi confirmado no domingo como próximo chefe da Liga Árabe, em meio à crise sem precedentes na região, após a diplomacia finalmente tê-lo deixado como o único candidato na disputa.

REUTERS

15 de maio de 2011 | 14h59

Elaraby, nomeado pouco antes de uma reunião com contrapartes, vai substituir Amr Moussa, outro ex-ministro de assuntos internacionais egípcio que comandou o grupo, sediado no Cairo, durante 10 anos. O Catar havia retirado sua nomeação para o cargo.

No início de 2011, egípcios e tunisianos derrubaram seus governos, que estavam no poder havia décadas. Líbia, Iêmen e Síria enfrentam desafios sem precedentes para seus governantes, e os protestos têm perturbado outros monarcas e presidentes árabes.

"O Egito está sacrificando seu ministro das Relações Exteriores para enviar a mensagem de que o país está interessado em manter a Liga Árabe viva num momento em que as circunstâncias políticas na região podem enfraquecê-la", disse Hassan Abu Taleb, do Centro "Al Ahram" para Estudos Políticos e Estratégicos, no Cairo.

(Por Dina Zayed, Isabel Coles e Yasmine Saleh)

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