Egito concede liberdade sob fiança a líder ativista

Um tribunal egípcio concedeu liberdade sob fiança a Alaa Abdel-Fattah, um dos líderes dos protestos que resultaram na queda do presidente Hosni Mubarak em 2011. O ativista foi preso em novembro do ano passado, acusado de organizar um protesto sem permissão e de atacar policiais. Grupos de defesa de direitos humanos, além de organizações seculares e liberais de jovens, vinham criticando duramente sua detenção. A fiança foi estabelecida em 10 mil libras egípcias (cerca de US$ 1.400). O julgamento será retomado em 6 de abril.

AE, Agência Estado

23 de março de 2014 | 13h33

O caso envolve 25 réus, 15 dos quais estavam no tribunal neste domingo. Os outros 10 estão sendo julgados à revelia. Eles são acusados de desobedecer a uma lei adotada recentemente que impõe restrições severas a protestos de rua.

Assim como muitos manifestantes dos protestos de 2011, Abdel-Fattah se opunha ao presidente Mohammed Morsi, um islamita que foi deposto pelos militares em julho. Porém, o ativista também se decepcionou com as políticas adotadas pelos militares e com o governo que eles vêm apoiando desde então.

Segundo os ativistas, o que está ocorrendo é semelhante ao regime de Mubarak, um período de 29 anos marcado por corrupção, agências de segurança infiltradas em vários setores e brutalidade policial. Eles também criticam a repressão violenta contra a Irmandade Muçulmana, de Morsi, que resultou em milhares de prisões e mais de 2 mil mortes desde julho.

O Egito realiza eleições presidenciais em abril e o marechal de campo Abdel-Fattah el Sissi, chefe das forças armadas do país, deve participar da disputa, com grandes chances de vencer. Para ativistas pró-democracia, isso é apenas a confirmação de que a deposição de Morsi teve como objetivo restabelecer um governo militar no país. Fonte: Associated Press.

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