REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
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Egito condena 28 pessoas à forca pelo assassinato de procurador-geral

Barakat, de 65 anos, tinha sido nomeado para o posto em julho de 2013, após a derrocada militar do presidente Mohamed Mursi

O Estado de S.Paulo

22 Julho 2017 | 09h04

CAIRO - Um tribunal penal do Cairo condenou 28 pessoas à forca neste sábado, 22, pelo assassinato do procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, em meados de 2015, segundo informou à Agência Efe uma fonte judicial.

No mês passado, o tribunal remeteu as sentenças de 30 pessoas ao mufti egípcio para que se pronunciasse e neste sábado a corte condenou à morte 28 delas após a decisão da autoridade religiosa.

Segundo a fonte, esta decisão não é definitiva já que pode ser apelada.

A agência de notícias estatal "Mena" assegurou que os acusados foram condenados também por terem algum tipo de vínculo com o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, já que supostamente realizariam "atentados terroristas" no Egito.

Além disso, acrescentou que 67 acusados do grupo islamita Irmandade Muçulmana, considerado uma organização terrorista no país, estão envolvidos na morte de Barakat.

Este atentado, o mais grave contra o Judiciário no Egito, causou graves ferimentos em Barakat, que morreu pouco depois em um hospital, e vários de seus seguranças e civis.

Barakat, de 65 anos, tinha sido nomeado para o posto em julho de 2013, após a derrocada militar do presidente Mohamed Mursi, e indiciou milhares de islamitas em seus dois anos no cargo. / EFE

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