Mohamed Abd El Ghany / Reuters
Mohamed Abd El Ghany / Reuters

Egito condena 683 pessoas à morte

Partidários da Irmandade Muçulmana são acusados de terrorismo e morte de manifestantes

O Estado de S. Paulo,

28 de abril de 2014 | 07h53

CAIRO - O Tribunal Penal de Minia, no sul do Egito, condenou à morte nesta segunda-feira, 28, 683  seguidores da Irmandade Muçulmana por cometer atos de violência por terrorismo e envolvimento na morte de manifestantes contrários ao presidente deposto Mohamed Morsi.  O Tribunal Penal de Minia, no sul do país, ordenou remeter os expedientes dos processados ao mufti do Egito, Shauqui Alam, máxima autoridade religiosa, o que segundo o sistema judiciário egípcio significa que foram condenados à morte.

A maioria destas pessoas foram julgadas à revelia, enquanto entre os detidos se encontram alguns dirigentes islamitas, como Badía, que enfrenta acusações de atacar instituições públicas e a delegacia do distrito de Al Edua.

Em outro caso, o presidente do tribunal, o juiz Said Youssef, ditou pena de morte firme para 37 pessoas e prisão perpétua para outras 491 por seu envolvimento em atos violentos.

Este segundo grupo de mais de 520 pessoas tinha sido condenado à pena capital em 24 de março e seus processos tinham sido remetidos ao mufti de forma provisória para que este emitisse uma sentença não vinculativa.

As famílias explodiram em prantos e gritos ao conhecer as sentenças, e insistiram em que seus familiares são inocentes.

A decisão judicial de condenar à morte esse número tão elevado de pessoas não tem precedentes na história do Egito e despertou a críticas de países ocidentais e de organismos de direitos humanos. / EFE

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