Mohamed Hossam / EPA / EFE
Mohamed Hossam / EPA / EFE

Egito condena 75 pessoas à pena de morte por manifestação em 2013

Protesto terminou com a morte de centenas de manifestantes pelas forças de segurança

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2018 | 19h10

CAIRO - Um tribunal egípcio condenou 75 pessoas neste sábado, 8, à pena de morte, incluindo importantes líderes islâmicos, e à prisão mais de 600 pessoas que participaram de um protesto em 2013 que terminou com a morte de centenas de manifestantes pelas forças de segurança.

Cerca de 700 pessoas foram julgadas por crimes que incluem assassinatos e incitação à violência durante as ações a favor da Irmandade Muçulmana no Cairo. O governo alega que manifestantes estavam armados e oito membros das forças de segurança foram mortos. Inicialmente, disse que mais de 40 policiais haviam morrido.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 800 manifestantes morreram no incidente mais letal durante a agitação que se seguiu à revolta popular de 2011 no Egito. A Anistia Internacional condenou a decisão do tribunal, classificando o julgamento como “desonroso”.

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Na audiência deste sábado no vasto complexo prisional de Tora, ao sul do Cairo, o tribunal criminal condenou à morte por enforcamento vários proeminentes islamistas, incluindo os líderes da Irmandade Muçulmana Essam al-Erian e Mohamed Beltagi e o pastor Safwat Higaz. O líder espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e dezenas de outras pessoas receberam sentenças de prisão perpétua, disseram fontes judiciais. Outros receberam sentenças de prisão que variam de 5 a 15 anos.

Casos foram retirados contra cinco pessoas que morreram na prisão, informaram fontes judiciais, sem dar mais detalhes. / REUTERS 

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