Egito condena à prisão 68 partidários da Irmandade Muçulmana

Acusados foram considerados culpados pela morte de 30 pessoas em confrontos ocorridos em 2013, após a deposição de Morsi

O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2014 | 12h19

CAIRO - Um tribunal egípcio condenou à prisão nesta terça-feira, 30, 68 partidários da Irmandade Muçulmana, disseram fontes do Judiciário, num caso relacionado com a violência ocorrida um ano atrás, depois que o Exército depôs o presidente islamita Mohamed Morsi.

Todos foram considerados culpados pela morte de 30 pessoas em 6 de outubro de 2013 no Cairo, quando mais de 50 pessoas morreram em confrontos entre opositores e partidários de Morsi em todo o país. Os condenados também cumprirão pena por tentativa de assassinato, uso da força contra a polícia, porte ilegal de armas e munição, sabotagem de instalações públicas e interdição de caminhos.

O juiz Mohamed Ali Al-Faqi deu a 63 réus penas de 15 anos de prisão e a outros cinco, de 10 anos.

Grupos internacionais e egípcios pró-direitos humanos vêm expressando preocupação com a repressão cada vez maior das autoridades aos opositores do regime desde que o ex-chefe do Exército Abdel Fattah al-Sisi tomou o poder em julho de 2013.

Milhares de simpatizantes da Irmandade Muçulmana, declarada grupo terrorista pelas autoridades em dezembro, estão na prisão. Nos últimos meses, a Justiça ditou penas de morte contra centenas de seus membros e seguidores.

O próprio líder do grupo, Mohamed Badia, foi condenado à pena de morte e prisão perpétua por vários crimes.

A repressão estatal durante o ano passado aumentou e alcançou ativistas liberais e seculares que desempenharam um papel de destaque durante o levante que derrubou o presidente Hosni Mubarak em 2011. / EFE e REUTERS

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