Mohamed El-Raay/ AFP
Mohamed El-Raay/ AFP

Egito condena importante ativista pró-democracia à prisão perpétua

O tribunal também condenou à revelia 229 outros réus à prisão perpétua pelos mesmos crimes, assim como 39 menores de idade, que receberam penas de 10 anos de prisão, mesmo ausentes nos julgamentos

O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2015 | 17h54

CAIRO - Uma corte egípcia condenou o destacado ativista Ahmed Douma à prisão perpétua nesta quarta-feira, 4, disseram fontes do Judiciário, como parte de uma contínua repressão contra islamitas e liberais de oposição ao governo.

Douma, um dos líderes da revolta pró-democracia que derrubou o autocrata Hosni Mubarak, foi condenado por distúrbios à ordem, violência e ataques a forças de segurança, cometidos no fim de 2011.

O tribunal também condenou à revelia 229 outros réus à prisão perpétua pelos mesmos crimes, assim como 39 menores de idade, que receberam penas de 10 anos de prisão, mesmo ausentes nos julgamentos.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse aos jornalistas que os Estados Unidos estão “profundamente preocupados” com as sentenças. “Julgamentos e condenações em massa vão contra os mais básicos dos princípios democráticos e ao devido processo judicial”, disse ela. “Parece simplesmente impossível que um exame justo das evidências e depoimentos possa ser alcançado sob tais circunstâncias.”

No ano passado, em um caso que despertou a condenação internacional, o juiz Mohamed Nagi Shehata ordenou a prisão de três jornalistas da rede Al-Jazeera, incluindo o australiano Peter Greste.  O magistrado tem sentenciado centenas de apoiadores da Irmandade Muçulmana à morte. Greste foi libertado no domingo após passar 400 dias em uma prisão do Cairo. / REUTERS 

Tudo o que sabemos sobre:
EgitoAhmed Douma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.