Egito condena líder da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua

Outros 36 islamitas receberam a mesma pena; todos foram processados por atos de violência 

O Estado de S. Paulo

05 Julho 2014 | 17h13

CAIRO - Um tribunal do Egito condenou neste sábado, 5, o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badia, e outros 36 islamitas, à prisão perpétua por atos de violência e confirmou a pena de morte para outros dez já sentenciados, informou uma fonte judicial.

Os islamitas foram processados pelos distúrbios registrados na província de Qaliubiya, ao norte do Cairo, no final de julho de 2013, pouco depois da cassação militar do presidente Mohamed Morsi, quando morreram duas pessoas.

Os condenados também terão de pagar uma indenização de 20 mil libras egípcias ao Ministério do Interior. Outro islamita processado, menor de idade, foi condenado a três anos de prisão.

Entre os condenados à prisão perpétua estão, além de Badia, o dirigente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Beltagui, o predicador Shafut Hegazi e o ex-ministro Basim Kamal Auda (no cargo durante o mandato de Morsi). Todos estão presos.

Em 7 de junho, o mesmo tribunal havia sentenciado à pena de morte dez réus e fixou para este sábado a emissão do veredicto para os outros 38 islamitas. Os condenados à pena capital foram julgados à revelia e ao serem presos terão direito a outro processo.

Nos últimos meses, a Justiça egípcia condenou integrantes e partidários da Irmandade, declarada grupo terrorista pelas autoridades em dezembro, à morte ou prisão perpétua. As sentenças foram criticadas pela comunidade internacional e organizações de direitos humanos. / EFE

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