Ahmed Omar/AP
Ahmed Omar/AP

Egito condena líder da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua

Badie e outros 14 dirigentes foram condenados por assassinato e incitação à violência em protestos contra a deposição de Morsi

O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 16h09


CAIRO - Um tribunal egípcio condenou o principal dirigente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e outros 14 dirigentes e partidários à prisão perpétua nesta segunda-feira, 15, por assassinato e incitação à violência durante um protesto perto do Cairo em julho de 2013.

A sessão havia sido convocada para os depoimentos de testemunhas, mas o juiz surpreendeu os presentes ao emitir o veredicto.

Segundo a decisão, os condenados se reuniram no acampamento da Rabaa al Adawiya, onde manifestações pediam a restituição do presidente deposto Mohamed Morsi, para organizar manifestações nas ruas de Guizé e aterrorizar cidadãos.

Badie havia sido condenado em agosto à prisão perpétua por uso da violência, morte de civis, incitação ao terrorismo e vandalismo perto da mesquita de Al Istiqama, após o golpe de Estado que derrubou Morsi.

Centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana foram condenados à morte em julgamentos em massa que têm resultado em críticas de governos ocidentais e grupos pró-direitos humanos. A Irmandade foi declarada como grupo terrorista pelo governo militar. / EFE e REUTERS

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