Egito: confrontos deixam três mortos e 59 feridos

Manifestantes e integrantes das Forças Armadas do Egito entraram em confronto no Cairo nesta sexta-feira. Os militares usaram canhões de água e gás lacrimogêneo contra manifestantes que jogavam pedras enquanto tentavam marchar até o Ministério da Defesa, local de um novo ciclo de violência na capital egípcia. Os confrontos deixaram pelo menos três mortos, dois civis e um soldado, informaram funcionários do Hospital Universitário Al-Zahra e o Ministério da Saúde do Egito. Pelo menos 59 pessoas ficaram feridas e 170 foram detidas, informou mais tarde o Conselho Militar.

AE, Agência Estado

04 Maio 2012 | 17h30

Pela primeira vez durante a tempestuosa transição, desde a queda do presidente Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, islamitas linha-dura estiveram na linha de frente dos confrontos de rua com as tropas, ação que representa uma mudança de atitude de grupos que anteriormente permaneciam fora dos confrontos diretos com os militares. Mubarak, que está sob julgamento, completou nesta sexta-feira 84 anos em um hospital no Cairo.

"Um toque de recolher foi imposto na praça Abbassiya ao redor do Ministério da Defesa e das áreas vizinhas", disse o general Mukhtar al-Mulla, que integra o Conselho Supremo das Forças Armadas. Mulla afirmou que o toque de recolher irá durar até as 7h da manhã do sábado.

Os dois civis mortos tinham ferimentos provocados por tiros, enquanto o soldado morreu porque levou um tiro no estômago, informou a agência estatal de notícias Mena.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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