Egito considera novas leis para combater violência sectária

O Egito disse nesta quarta-feira que estava considerando novas leis para criminalizar a violência sectária e diminuir as restrições contra a construção de igrejas, quatro dias depois que 12 pessoas morreram em confrontos religiosos.

REUTERS

11 de maio de 2011 | 14h31

O gabinete disse em comunicado que também iria banir protestos e reuniões em frente a locais de culto e proibir o uso de slogans religiosos por partidos políticos, particularmente durante as eleições.

Os confrontos sectários representam um desafio para o recém-empossado regime militar, que está temporariamente governando o Egito, e que está sendo pressionados para impor a segurança e reanimar a economia enquanto tenta evitar duras táticas de segurança contra os islâmicos empregados pelo antigo regime.

Um comunicado do gabinete disse que um comitê foi criado para elaborar as novas regulamentações, incluindo "uma lei unificada para a construção de locais de culto".

As atuais leis tornam mais fácil a construção de mesquitas do que igrejas. Os cristãos, que compõem cerca de 10 por cento da população egípcia de 80 milhões de pessoas, já pedem há muito tempo a igualdade de direitos.

Muçulmanos e cristãos realizaram manifestações de união durante os protestos que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak em 11 de fevereiro, mas tensões inter-religiosas têm intensificado desde sua renúncia

No sábado, confrontos irromperam após rumores de que cristãos teriam sequestrado uma mulher que se converteu ao islamismo, provocando a morte de 12 pessoas, enquanto cerca de 238 outras ficaram feridas.

(Reportagem de Sahar Rashid e Yasmine Saleh)

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