Egito deporta jornalista da Al-Jazeera

Oficiais egípcios confirmaram neste domingo a deportação do jornalista Peter Greste, que trabalha para a Al-Jazeera, uma rede de televisão do Catar.

Estadão Conteúdo

01 de fevereiro de 2015 | 15h58

Greste, que tem nacionalidade inglesa e lituana, embarcou em um voo para o Chipre por volta das 16h deste domingo. De acordo com a agência de notícias do país, ele foi libertado com a "aprovação" do presidente Abdel-Fattah El-Sissi.

O jornalista foi preso com outros dois profissionais, enquanto cobriam a violenta repressão aos protestos que se seguiram ao golpe militar que depôs o presidente Mohammed Morsi, em 2013. Os três foram acusados, entre outros crimes, de oferecer uma plataforma para a Irmandade Muçulmana no país. A entidade é ligada a Morsi e hoje tem status de grupo terrorista. Eles 7 anos de sentença cada um.

A prisão e julgamento dos jornalistas foi considerada "política" por organizações de direitos humanos. A Anistia Internacional saudou a notícia, mas lembrou que "nada pode compensar o calvário por que passou."

Já o diretor-geral da Al-Jazeera, Mostefa Souag, afirmou que a rede de TV "não irá descansar enquanto os outros dois jornalistas não forem soltos." Fonte: Associated Press.

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