Egito descarta participação da Al-Qaeda em ataque no Sinai

O ministro do Interior do Egito, Habib el-Adly, atribui ao conflito entre palestinos e israelenses os ataques com carros-bomba na península do Sinai que deixaram 34 mortos mês passado, descartando envolvimento da rede terrorista Al-Qaeda no episódio. Em atentados quase simultâneos, três carros repletos de explosivos foram detonados no hotel Hilton Taba e em dois acampamentos de turistas. Israelenses, egípcios, russos e italianos estão entre os mortos.A magnitude do atentado levou a especulações, principalmente na comunidade de inteligência israelense, de que terroristas estrangeiros, possivelmente da Al-Qaeda, tivessem tomado parte na operação. Mas El-Adly atribui os ataques à violência nos territórios palestinos ocupados."A investigação não indica nenhuma ligação entre o grupo que executou o atentado e qualquer organização, dentro ou fora das células da Al-Qaeda", disse o ministro. Declaração oficial divulgada em 25 de outubro atribui os atentados a um refugiado palestino, Ayad Said Saleh.O vice-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, contesta a versão egípcia, dizendo à imprensa local que as técnicas usadas nos ataques têm as marcas do terrorismo internacional. "Temos informação de que a Al-Qaeda está envolvida, direta ou indiretamente", disse ele.

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