Egito detém 49 supostos espiões do Hezbollah

O Egito prendeu hoje 49 suspeitos de serem agentes do grupo militante libanês Hezbollah, acusando-os de planejar "operações hostis", disse o procurador-geral Abdel-Meguid Mahmoud, em comunicado. Segundo ele, os suspeitos queriam "desestabilizar a segurança geral do Egito" e foram designados pelo Hezbollah para fazer observações e coletar informações de inteligência em vilas ao longo da fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza, locais turísticos na península do Sinai e no Canal de Suez.

AE-AP, Agencia Estado

08 de abril de 2009 | 20h09

"Eles receberam uma grande quantidade de explosivos e os meios para produzir bombas", afirmou o comunicado, acrescentando que os detidos receberam a missão de "espalhar a ideologia xiita" no Egito. A tensão entre o país africano e o Hezbollah ficou mais forte desde que o grupo militante criticou o Egito por não ter feito muito para interromper a ofensiva de três semanas de Israel contra a Faixa de Gaza, em dezembro, que deixou cerca de 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, havia pedido aos egípcios que se rebelassem e forçassem a abertura da passagem de Rafah para que os palestinos pudessem receber ajuda. Hoje, o porta-voz do Hezbollah não fez comentários sobre a acusação, mas a emissora do grupo afirmou que o Egito estava tentando diminuir seu isolamento regional com essas acusações.

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