Egito diz a Israel e EUA para não acusarem Arafat

Israel e outros governos deveriam parar de acusar os palestinos pelos confrontos com tropas israelenses, afirmou hoje o ministro do Exterior do Egito, Amir Moussa. O ministro, que fez as declarações após uma reunião entre o presidente Hosni Mubarak e o líder palestino Yasser Arafat, disse que o governo israelense do primeiro-ministro linha-dura Ariel Sharon está "tentando impôr uma completa rendição aos palestinos". "A conversa de acusar Arafat e os palestinos pela violência não pode ser aceita porque é ilógica", afirmou Moussa. "O fato é que existe uma ocupação e existem pessoas e territórios sob ocupação. "Se o que é exigido é a rendição dos palestinos, então que Israel o diga". Moussa acusou Israel de provocar deliberadamente uma escalada da violência ao tomar mais terras e matar ativistas e oficiais de segurança palestinos. Ele disse que o Egito está trabalhando com outros países árabes a fim de forjar uma estratégia unificada para lidar com a "explosiva situação" nos territórios palestinos.Paz - Arafat, que posteriormente reuniu-se com o secretário-geral da Liga Árabe, Esmat Abdel-Meguid, disse que estavam em curso esforços conjuntos dos Estados Unidos e da União Européia para "conter a crise". Ele não entrou em detalhes. Perguntado sobre a possibilidade da retomada de conversações de paz com Israel, Arafat disse que "isto depende de Israel". Abdel-Meguid afirmou que os países árabes irão pedir ao Conselho de Segurança da ONU para considerar uma proteção internacional aos palestinos. No mês passado, os EUA vetaram uma proposta apresentada pelos árabes de envio de uma força de observação da ONU para ajudar a proteger os palestinos.

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