Egito diz que diplomacia fracassou na resolução da crise

A presidência do Egito disse nesta quarta-feira que os esforços diplomáticos para resolver pacificamente o impasse entre a liderança interina, apoiada pelos militares, e a Irmandade Muçulmana, fracassaram.

Agência Estado

07 de agosto de 2013 | 11h28

O comunicado do escritório do presidente interino Adly Mansour foi divulgado após uma série de visitas diplomáticas de enviados dos Estados Unidos, da União Europeia e de países do Golfo Pérsico nas duas últimas semanas. As visitas tinham como objetivo acalmar a crise entre o governo e partidários do presidente deposto, Mohammed Morsi, antigo membro da Irmandade.

"Esses esforços não obtiveram o sucesso que esperávamos, apesar do total apoio dado pelo governo egípcio", disse a presidência. "O Estado do Egito saúda os esforços das nações amigas e entende as razões pelas quais não conquistaram seus objetivos e responsabiliza totalmente a Irmandade Muçulmana pelo fracasso dos esforços." Não foi possível entrar em contato com a Irmandade.

O comunicado não diz qual será o próximo passo do governo interino, mas destaca que será de acordo com a lei. Na última semana, as autoridades divulgaram planos de desmantelar dois grandes acampamentos de protestos no Cairo formados por partidários de Morsi. Os esforços diplomáticos foram em grande parte centrados na obtenção de um compromisso para evitar o uso da força contra os manifestantes.

Nesta madrugada, um funcionário da área de segurança informou que confrontos entre partidários de Morsi e moradores da cidade mediterrânea de Alexandria deixaram uma pessoa morte e dezenas de feridas. Moradores do bairro de Manshiya ficaram irritados com participantes de uma passeata que gritavam palavras de ordem contra as Forças Armadas do país. Não estava claro quem deu início à violência. Fonte: Associated Press.

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