Egito diz que intervenção militar no Iêmen era 'inevitável'

O presidente do Egito, Abdel Fattah el Sissi, disse neste sábado que uma intervenção militar no Iêmen era "inevitável". Uma coalizão de dez países, liderada pela Arábia Saudita, começou a bombardear algumas regiões no Iêmen esta semana, após um golpe de Estado promovido por rebeldes xiitas que seriam apoiados pelo Irã.

AE, Estadão Conteúdo

28 Março 2015 | 09h40

As declarações de El-Sissi foram feitas na abertura de uma cúpula árabe realizada no resort de Sharm El-Sheikh, na costa do Mar Vermelho. O presidente egípcio também declarou apoio à criação de um grupo militar árabe.

Separadamente, a Arábia Saudita disse neste sábado que uma "falha técnica" causou a queda de um jato no Iêmen. Os dois pilotos conseguiram se ejetar antes da colisão e estariam em bom estado de saúde. Os EUA teriam ajudado a resgatar os dois, já que eles caíram em uma região dominada pelo grupo xiita Houthis.

O rei saudita, Salman al Saud, e o presidente exilado do Iêmen, Abdel Rabbo Mansour Hadi, também participam da cúpula no Egito. Segundo representantes Houthis, os ataques promovidos pelos vizinhos sunitas mataram 24 civis nesta sexta-feira, elevando o total de mortos para 45. Outros 80 Houthis e aliados também teriam sido mortos. De acordo com o general de brigada Saleh al-Subaihi, que apoia Hadi, mais de 40% das defesas áreas do Iêmen já foram destruídas.

Segundo militares egípcios, navios de guerra do país e também sauditas foram enviados nesta sexta-feira para o Estreito de Bab-el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, entre o Iêmen e o Djibuti, que é uma importante rota petroleira. Fonte: Associated Press.

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