Egito diz que tratado de 1979 com Israel 'não é sagrado'

O primeiro-ministro do Egito, Essam Sharaf, disse nesta quinta-feira que o tratado de paz de 1979 com Israel "não é sagrado", informou a agência de notícias estatal Mena, citando declarações feitas durante uma entrevista concedida à televisão turca.

AE, Agência Estado

15 Setembro 2011 | 16h18

"O tratado de Camp David sempre está aberto a discussões ou modificações se elas forem benéficas à região e a uma paz justa. O tratado de paz não é algo sagrado e pode sofrer mudanças", disse Sharaf, segundo a Mena.

As relações entre Egito e Israel sofreram um golpe na semana passada, depois que manifestantes saquearam a embaixada israelense no Cairo, obrigando os funcionários a deixarem o país junto com o embaixador.

Os laços entre os dois países, que têm sido determinados pelo tratado de paz desde 1979, entraram num período de turbulência desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, durante um levante em fevereiro.

Ativistas por trás da queda de Mubarak pediram a revisão do tratado e o pedido foi ecoado pela poderosa Irmandade Muçulmana após o ataque à embaixada, embora os islamitas não tenham pedido que o tratado seja desconsiderado.

A junta militar que governa o Egito tem repetido que está comprometida com todos os pactos internacionais assinados pelos antigos governantes, o que inclui o tratado de paz entre os dois países. As informações são da Dow Jones.

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