Egito e Arábia não discutirão renúncia de Saddam

Egito e Arábia Saudita insistiram hoje que a conferência regional marcada para quinta-feira em Istambul, na Turquia, não tem como objetivo forçar o presidente do Iraque, Saddam Hussein, a renunciar. O desmentido ocorre em meio a especulações na imprensa árabe e ocidental, com base em fontes oficiais no Golfo Pérsico, sobre os esforços diplomáticos com vistas a persuadir Saddam a buscar o exílio ou incentivar um golpe contra ele. O Iraque e nações vizinhas - não apenas árabes - tomarão parte da reunião.O chanceler saudita, príncipe Saud al-Faiçal reuniu-se hoje com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, no Cairo, para discutir a crise. "O ponto principal será o impedimento de qualquer ação militar no Iraque.", disse o príncipe. "Falar de anistia ou exílio é algo que deveria ser decidido pelo povo iraquiano."No domingo, o secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld disse que a guerra poderia ser evitada se Saddam deixasse o poder. Ele demonstrou apoio à idéia de conceder-lhe imunidadecontra processos por crimes de guerra.

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