Egito e Jordânia apóiam resolução da ONU contra Israel

Autoridades egípcias, jordanianas e palestinas expressaram apoio hoje a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo a Israel para suspender um cerco de seis dias ao líder palestino Yasser Arafat, mas Israel rechaçou a resolução, considerando-a desequilibrada. Palestinos aplaudiram a resolução, mas disseram que o mais importante agora é executá-la. A votação por 14 a zero, com a abstenção dos EUA, foi vista como uma vitória para os palestinos e seus apoiadores no conselho.O secretário de gabinete israelense Gideon Saar afirmou que os tanques israelenses continuarão cercando o QG de Arafat em Ramallah até que homens procurados em seu interior se rendam. "Israel vai continuar com o cerco", disse Saar à tevê israelense. "Não é uma resolução equilibrada e vamos continuar agindo de acordo com nossos interesses".Nabil Abu Rdeneh, um assessor de Arafat, elogiou o conselho. "A decisão do Conselho de Segurança é um passo na direção certa", avaliou. "Essa abstenção dos EUA é uma clara crítica a Israel e a suas ações em campo". O premier jordaniano, Ali Abul-Ragheb, exigiu de Israel obedecer a resolução. "Israel tem de pôr fim ao cerco ao líder palestino e tem de cumprir a última resolução do Conselho de Segurança", disse, segundo a agência oficial de notícias Petra.O chanceler egípcio, Ahmed Maher, afirmou que a resolução "é em sua totalidade positiva e poderia ser um importante instrumento para aumentar a pressão sobre Israel".Os palestinos haviam fracassado diversas vezes na tentativa de passar uma resolução no conselho desde que a violência explodiu no Oriente Médio em setembro de 2000. Em dezembro de 2001, os EUA, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança com direito a veto, bloquearam uma resolução semelhante palestina.O ministro da Infra-Estrutura de Israel, Effie Eitam, disse que existem outros elementos trabalhando contra o Estado judeu. "Temos de lembrar que a Síria está na presidência rotativa do conselho, e a Europa também não demonstra equilíbrio em seu tratamento em relação a nós".O ministro palestino Saeb Erekat adiantou que a resolução não é o suficiente. "Não queremos que essa resolução se some à pilha de resoluções, porque Israel é o campeão das nações minando resoluções do Conselho de Segurança e não implementando as resoluções", disse. "Precisamos ver essas resoluções sendo implementadas".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.