Egito: El-Sissi é promovido a marechal de campo

O chefe do Exército do Egito, Abdel Fattah el-Sissi, que liderou a derrubada do presidente islamita Mohamed Morsi, foi promovido ao posto de marechal de campo, o mais alto do Exército do país, informou a presidência do país nesta segunda-feira.

Agência Estado

27 de janeiro de 2014 | 11h13

"O presidente interino Adly Mansour emitiu um decreto presidencial promovendo o general Abdel Fattah el-Sissi, ministro da Defesa, ao posto de marechal de campo", diz o comunicado. O ato pode antecipar a renúncia de El-Sissi para concorrer às eleições presidenciais, que devem acontecer no final de abril.

A promoção aconteceu depois de grandes multidões terem realizado manifestações no final de semana pedindo que El-Sissi concorra ao cargo. Jornais privados, ligados aos militares, publicaram em suas manchetes desta segunda-feira que ele anunciará sua candidatura em breve.

El-Sissi, que era general antes da promoção, ainda tem de anunciar suas intenções. Seus partidários o consideram o salvador da nação depois da queda de Morsi em 3 de julho, o que aconteceu depois de dias de protestos contra seu governo.

Desde então, as forças de segurança têm colocado em prática uma forte repressão contra a Irmandade Muçulmana, grupo do qual Morsi faz parte, e a outros islamitas, prendendo milhares e matando centenas de pessoas, embora esses grupos façam manifestações pedindo a volta de Morsi.

O general reformado Hossam Sweilam, analista que ainda é bastante próximo ás Forças Armadas, disse acreditar que a promoção foi uma honraria antes de El-Sissi disputar as eleições. "Esta é uma medida tardia do Estado para homenagear o homem que retirou a Irmandade Muçulmana do poder", disse ele à Associated Press. "A medida serve para abrir caminho para que ele deixe o Exército com o título mais alto e participe das eleições."

Pela lei, um membro das Forças Armadas não pode concorrer à presidência. No domingo, o presidente interino Adly Mansour anunciou que as eleições presidenciais serão realizadas antes das parlamentares, alterando a ordem inicialmente estabelecida por um plano de transição apresentado pelos militares após a queda de Morsi.

A eleição presidencial deve acontecer antes do final de abril e o pleito parlamentar, até o final de julho. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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