Egito eleva para 846 total de mortos na revolução

Pelo menos 846 egípcios foram mortos nos levantes populares que levaram à queda do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro deste ano, anunciou hoje uma comissão investigadora do governo do Egito.

AE, Agência Estado

19 de abril de 2011 | 14h41

No relatório, o painel de juízes e promotores descreveu como policiais atiraram na cabeça e no peito dos manifestantes. O relatório apresenta um número de baixas que é mais que o dobro do apresentado pela contagem oficial anterior, que afirmava que 365 pessoas foram mortas.

"Os ferimentos mortais ocorreram porque foram disparados tiros com munição de verdade na cabeça e no peito dos manifestantes", constatou o relatório, acrescentando que "um enorme número de pessoas com ferimentos nos olhos" foram hospitalizadas, das quais centenas perderam os olhos e ficaram cegas.

O relatório também culpa Mubarak, que governou o Egito entre 1981 e 2011, como responsável pelas mortes e mutilações. Foi o ex-mandatário, agora com 82 anos, quem deu a ordem ao ministro do Interior, Habib el-Adly, para que a polícia abrisse fogo contra os manifestantes.

A comissão baseou o relatório em depoimentos de funcionários públicos, manifestantes e testemunhas, bem como em reportagens de jornais e fotografias obtidas de indivíduos que participaram dos protestos.

Mubarak foi forçado a renunciar em 11 de fevereiro, em meio a enormes manifestações contra o seu regime, considerado decadente e corrupto. Ele foi substituído por uma junta militar, que realizou um referendo que estabeleceu eleições para o segundo semestre deste ano. As informações são da Associated Press.

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