Egito: Juízes recomendam dissolução da Irmandade

Um painel de juízes egípcios recomendou nesta segunda-feira a dissolução do braço político da Irmandade Muçulmana. A orientação vem à tona em meio a uma campanha aberta de repressão ao grupo islamita pela cúpula militar que em julho derrubou Mohammed Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito da história do país.

AE, Agência Estado

07 de outubro de 2013 | 13h24

Na recomendação, os juízes argumentam que o partido representa uma organização considerada ilegal no país. A orientação dos juízes será agora entregue ao tribunal que analisa o processo de dissolução do partido. A próxima audiência está marcada para 19 de outubro.

A Irmandade Muçulmana foi fundada há 85 anos. Ela existiu durante décadas na ilegalidade. Em 2011, a organização conseguiu fundar um partido político na esteira do levante popular que derrubou a ditadura do general Hosni Mubarak.

Nas urnas, o partido tornou-se a maior bancada no Parlamento e, no ano passado, elegeu Mohammed Morsi na primeira votação aberta para presidente na milenar história do país.

Em julho, no entanto, Morsi foi deposto em um golpe militar. Desde então, líderes da Irmandade Muçulmana foram presos e protestos em favor do grupo e da restauração da democracia foram brutalmente reprimidos pelas forças governamentais.

Hoje, pelo menos nove pessoas morreram em novos episódios de violência ocorridos no país. Os novos ataques sucedem apenas um dia depois da morte de dezenas de pessoas em confrontos ocorridos nas celebrações do aniversário de 40 anos do início da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Fonte: Associated Press.

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