Egito liberta jornalistas da Al-Jazira detidos por cobrir protestos

Emissora foi fechada pelo governo na segunda acusada de instigar atos contra presidente Mubarak

Agência Estado

31 de janeiro de 2011 | 11h23

Atualizado às 13h09

 

 

DUBAI - Os seis repórteres da emissora árabe Al-Jazira que haviam sido presos por cobrir os protestos populares no Egito foram libertados, informou o próprio canal nesta segunda-feira, 31. Eles haviam sido colocados sob custódia após autoridades ordenarem o fechamento do escritório da rede no Cairo, capital do país.

 

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Segundo o site do canal, um dos jornalistas publicou uma mensagem no Twitter após ser libertado.

"Estamos bem. Eles nos prenderam por três horas, fomos libertados e pegamos nossas câmeras, computadores e celulares de volta".

 

O episódio com os jornalistas ocorre um dia após autoridades egípcias fecharem o escritório da Al-Jazira, reclamando de sua cobertura e argumentando que ela se inclina para os manifestantes e poderia encorajar mais distúrbios.

 

A Al-Jazira condenou o fechamento, afirmando tratar-se de uma tentativa de amordaçar a imprensa. A emissora continua com sua cobertura do Egito, com câmeras em posições fixas e reportagens enviadas por telefone.

 

Os distúrbios que ocorrem no Egito desde a terça-feira em favor da renúncia do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

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