Egito mantém 'opções em aberto' sobre barragem no Nilo

O presidente do Egito, Mohammed Morsi, afirmou nesta segunda-feira que "todas as opções estão em aberto" em relação aos esforços da Etiópia para a construção de uma represa, por causa dos riscos potenciais à segurança hídrica egípcia.

AE, Agência Estado

10 de junho de 2013 | 17h40

Em um discurso transmitido pela televisão egípcia, Morsi negou que o Egito esteja declarando guerra à Etiópia, mas afirmou que seu governo "está preparado para defender" a segurança hídrica do país.

No fim de maio, a Etiópia anunciou o início das obras para desviar do fluxo do rio Nilo Azul, um dos principais afluentes do Rio Nilo. O Egito é altamente dependente das águas do Nilo.

"A alternativa é o nosso sangue", disse Morsi a simpatizantes no discurso televisionado.

O desvio do Nilo Azul para a construção da represa foi recebido com surpresa. Egito e Sudão são contrários à obra e acusam a Etiópia de violar um acordo do período colonial sobre a partilha dos recursos hídricos do Rio Nilo.

Na semana passada, políticos egípcios sugeriram a Morsi que promovesse atos hostis e de sabotagem para impedir a construção da barragem.

As sugestões foram feitas ao presidente egípcio durante uma reunião e diversos participantes pareciam não estar cientes de que o encontro estava sendo transmitido ao vivo pela televisão.

No encontro, Younis Makhyoun, líder de um partido ultraconservador islâmico, afirmou que o Egito deveria apoiar as ações de rebeldes na Etiópia e, em última instância, destruir a barragem.

Ayman Nour, líder do partido liberal egípcio, propôs que deveriam ser espalhados rumores sobre um possível plano de guerra egípcio para assustar os etíopes. Fonte: Associated Press.

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