Egito: Morsi rejeita ultimato e promete ficar

O presidente do Egito, Mohammed Morsi, disse hoje que está disposto a "pagar com a própria vida para proteger a legitimidade" das urnas do país e de sua nova constituição. As declarações foram feitas em pronunciamento na TV estatal do país em um dia de manifestações a favor e contra seu governo e na véspera do encerramento do prazo dado pelas Forças Armadas para que governo e oposição entrem em acordo.

AE, Agência Estado

02 de julho de 2013 | 21h05

"Há um estado me esperando para defender a legitimidade da Constituição. Eu não tenho escolha", disse Morsi, insistindo para que os egípcios não recorram à violência. Além disso, ele mencionou a possibilidade de ter eleições parlamentares seis meses após as conversas de reconciliação com os partidos de oposição, mas não entrou em detalhes.

"É importante para nós percebermos que a violência e o derramamento de sangue são armadilhas. Tudo isso será fonte de júbilo para os nossos inimigos. A experiência democrática é nova e representa um desafio", acrescentou o presidente egípcio.

Mais cedo, Morsi rechaçou o ultimato feito pelas Forças Armadas do país para que fosse estabelecido um acordo entre governo e oposição e disse que não aceita "imposições", sejam elas internas ou externas. Em sua conta no microblog Twitter, Morsi assegurou que não renunciará ao cargo, como exige a oposição, e pediu ao exército que retire o ultimato. Fonte: Dow Jones Newswires.

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