Egito não será mais o mesmo após queda de Mubarak, diz Obama

Presidente americano disse que processo de transição continua e que haverá 'dias difíceis' pela frente.

Alessandra Corrêa, BBC

11 de fevereiro de 2011 | 18h39

Segundo Obama, egípcios enfrentarão 'dias difíceis' pela frente

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o Egito nunca mais será o mesmo depois do movimento que levou à queda do presidente Hosni Mubarak e afirmou que a renúncia do líder marca o início da transição.

"O povo do Egito falou, suas vozes foram ouvidas, e o Egito nunca mais será o mesmo", disse o presidente, em um pronunciamento na Casa Branca.

Segundo Obama, a renúncia de Mubarak não encerra a transição do Egito, e haverá "dias difíceis" pela frente.

"Ao renunciar, o presidente Mubarak respondeu à fome de mudança do povo egípcio. Mas este não é o fim da transição no Egito. É um começo", afirmou o presidente americano.

União

"Estou certo de que haverá dias difíceis pela frente e muitas questões permanecem sem resposta. Mas estou confiante de que o povo do Egito pode encontrar as respostas, e fazê-lo pacificamente, de maneira construtiva e dentro do espírito de união que definiu essas últimas semanas."

O presidente egípcio renunciou ao cargo nesta sexta-feira, depois de quase 30 anos no poder e após 18 dias de protestos que exigiam sua saída.

Com a saída de Mubarak, os poderes presidenciais passarão para o Conselho das Forças Armadas, liderado pelo ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi.

Segundo Obama, o povo egípcio deixou claro que não vai aceitar nada menos que a democracia genuína.

Pouco antes, o vice-presidente americano, Joe Biden, havia saudado o que chamou de "um dia histórico" para o povo do Egito e disse que as mudanças são um momento crucial na história do país e do Oriente Médio.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.