Egito não vai interferir na decisão judicial, diz Sissi sobre jornalistas

Três profissionais da TV 'Al-Jazeera' foram condenados à prisão por ajudarem a 'organização terrorista' Irmandade Muçulmana 

O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2014 | 10h05

CAIRO - O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, disse nesta terça-feira, 24, que não interferirá na decisão judicial que condenou três jornalistas da TV Al-Jazeera à prisão. A sentença, dada na segunda-feira, causou indignação internacional.

"Não vamos interferir em decisões judiciais", disse Sissi em um discurso televisionado durante cerimônia militar no Cairo. "Devemos respeitar as decisões judiciais e não criticá-las, mesmo se os outros não compreendem isso."

Os jornalistas — um australiano, um canadense e um egípcio — foram condenados a sete anos de prisão por ajudarem uma "organização terrorista", em referência à proibida organização Irmandade Muçulmana.

As sentenças foram criticadas por grupos de direitos humanos e governos ocidentais. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, as classificou como "draconianas" e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para "o risco de que a má execução da Justiça esteja se tornando a norma no Egito".

O Ministério de Relações Exteriores egípcio disse, por meio de um comunicado, que "rejeita qualquer comentário estrangeiro que levante dúvidas sobre a independência do Judiciário e a justiça dos veredictos".

Sissi foi eleito no mês passado, menos de um ano depois de derrubar do poder o presidente Mohamed Morsi, membro da Irmandade, após amplos protestos contra o governo. A Irmandade, que alega ser uma organização pacífica, foi banida e declarada um grupo terrorista. / REUTERS

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