REUTERS/Asmaa Waguih
REUTERS/Asmaa Waguih

Egito nega autorização para filho de Osama bin Laden entrar no país

Omar bin Laden, de 34 anos, viajava de Doha com sua esposa britânica, Zaina al Sabah; autoridades não explicaram as razões para ele estar na lista de pessoas banidas do país

O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2016 | 20h51

CAIRO - Omar, filho de Osama bin Laden, teve sua entrada no Egito recusada neste sábado, 17, de acordo com fontes do aeroporto, que não explicaram as razões para o nome dele estar em uma lista de pessoas banidas do país.

Omar, de 34 anos, quarto filho mais velho de Osama, viajava de Doha com sua esposa britânica, Zaina al Sabah, e, de acordo com as fontes, o casal pediu para ser enviado à Turquia. O casal, que viveu no Egito por vários meses entre 2007 e 2008, já teve a entrada no país negada em 2008.

Omar bin Laden rompeu com seu pai em 2001, depois de viver no Afeganistão entre 1996 e 2001. Em entrevista à Reuters em 2010, Omar disse que estava trabalhando com a Arábia Saudita e o Irã para concluir sua separação de um grupo de irmãos que remonta ao caos no Afeganistão após os ataques do 11 de Setembro.

Omar disse que os filhos de Bin Laden tentavam ser "bons cidadãos do mundo", mas sofreram com a falta de um pai e o estigma de serem filhos do líder da Al-Qaeda. Nenhum deles fazia parte grupo, disse ele na época. "No momento, trabalhamos com os governos iraniano e saudita para que os filhos e netos de minha mãe se juntem a nós", afirmou.

Osama bin Laden foi morto em seu esconderijo paquistanês pelos comandos dos Estados Unidos em 2011. Sua morte representou um grande golpe para o grupo militante autor do maior ataque terrorista em solo americano. / REUTERS

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