Egito ordena bloqueio a serviços de celular

Internet também está fora do ar; legislação permite tal ordem por parte do governo

Agência Estado

28 de janeiro de 2011 | 12h44

 

LONDRES - A Vodafone e a France Telecom, empresas que operam telefonia celular no Egito, informaram nesta sexta-feira, 28, que o governo do país ordenou a suspensão desses serviços.

 

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Segundo a britânica Vodafone, todas as empresas de telefonia móvel no Egito receberam instruções para suspender seus serviços em algumas áreas. O governo também tem impedido o acesso à internet. O Egito passa por um período de crescentes manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak.

 

Pela lei egípcia, as autoridades têm o direito de emitir esse tipo de ordem, e a Vodafone é obrigada a cumpri-la, informou a empresa em comunicado enviado à agência Dow Jones. De acordo com a companhia, o governo egípcio deve divulgar mais informações posteriormente. O porta-voz da empresa não quis comentar o assunto. A Vodafone é a maior operadora de telefonia celular do mundo e a maior companhia do setor no Egito em número de clientes e receita.

 

A France Telecom também informou que as autoridades egípcias tomaram medidas para bloquear os serviços de telefonia móvel. "As autoridades egípcias tomaram medidas técnicas que estão impedindo nossos clientes de usarem seus telefones celulares", afirmou o porta-voz da France Telecom.

 

A France Telecom é sócia, com a Orascom Telecom, da Egyptian Co. for Mobile Services, também conhecida como Mobinil, que tem 25 milhões de clientes no Egito. Até o momento, a empresa francesa disse não ter informações sobre quando o serviço pode voltar a funcionar. "A France Telecom pede desculpas aos clientes da Mobinil", disse o porta-voz. As informações são da Dow Jones.

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