Egito pede ajuda de US$3,2 bilhões ao FMI

O Egito pediu uma ajuda de 3,2 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI), disse um ministro nesta segunda-feira, enquanto o governo provisório busca formas de tapar um rombo orçamentário agravado por quase um ano de turbulências políticas e econômicas.

REUTERS

16 de janeiro de 2012 | 20h18

Um gabinete interino anterior, nomeado pelos militares depois da derrubada do presidente Hosni Mubarak, havia rejeitado em junho uma oferta de 3 bilhões de dólares do FMI, mas depois disso os problemas financeiros do país se agravaram, e a libra egípcia foi posta sob pressão.

"Solicitamos formalmente um empréstimo de 3,2 bilhões de dólares do FMI em apoio a um programa de origem doméstica que estamos trabalhando para concluir atualmente", disse a jornalistas a ministra de Planejamento e Cooperação Internacional, Faiza Abu el-Naga.

Ela disse que o Egito espera fechar esse acordo já nas próximas semanas e que um novo pacote de 3,2 bilhões de dólares pode ser solicitado posteriormente.

Uma delegação do FMI deve voltar no final de janeiro ao Egito. Masood Ahmed, diretor regional do fundo, disse que ainda há muitos detalhes técnicos por resolver, e que nesta semana os técnicos vão "escutar e entender a situação egípcia".

As negociações ocorrem num momento em que a junta militar egípcia tenta abafar críticas de grupos pró-democracia que pedem pressa na transição para um governo civil, e também numa época de inquietação social devido à pobreza e à inflação.

(Por Patrick Werr)

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