Egito permite entrada de ajuda na fronteira com Faixa de Gaza

Situação humanitária no território palestino após três dias de atques israelenses é desastrosa, diz oficial da ONU

Agências internacionais, Agencia Estado

29 de dezembro de 2008 | 11h52

O Egito começou a receber palestinos feridos e ampliou a ajuda humanitária e médica à Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 29, o terceiro dia de ofensiva israelense contra o território palestino. Cerca de 30 palestinos devem deixar o território, bloqueado por forças israelenses, por meio da fronteira com o Egito, para tratamento. Ambulâncias vindas de cidades egípcias na península do Sinai estão estacionadas na fronteira.  Veja também:Ministro da Defesa diz que Israel abriu 'guerra sem trégua' contra o HamasObama acompanha incursão, mas não se pronunciaPalestinos violam fronteira com o Egito para fugir de ataquesAtaques em Gaza interrompem conversas de paz com a SíriaGrupo iraniano registra voluntários para lutar contra IsraelPalestinos suspendem negociação de paz durante incursãoConheça a história do conflito entre Israel e palestinosVeja imagens de Gaza após os ataques   O Egito está permitindo que caminhões carregando ajuda humanitária entrem na área de fronteira com a Faixa de Gaza. Veículos carregados com comida e suprimentos médicos haviam formado uma fila fora da fronteira entre o Egito e Gaza desde o início da manhã. Guardas de fronteira abriram o terminal de Rafah e começaram a permitir a entrada de vários caminhões. Mustafa Ismail, membro de uma organização de caridade com base no Cairo, afirmou que os caminhões foram autorizados a deixar os suprimentos no terminal, mas não podem entrar em Gaza.  ONU alerta para desastre A incursão israelense em Gaza criou uma crise humanitária na região, que já estava em situação crítica, afirmou o oficial da ONU Christopher Gunness à CNN. "A situação está absolutamente desastrosa", disse ele. Gunness disse que a agência que cuida de refugiados palestinos tem dificuldade de fornecer ajuda médica há mais de um ano por causa do bloqueio israelense.  "Uma longa lista de medicamentos que os Estados Unidos consideram padrão em qualquer hospital está em falta em Gaza. Estamos dispensando pessoas atingidas pelos ataques por falta de estrutura". O diretor do programa de saúde mental de Gaza Eyad El Gaza disse que haverá um grande desastre humanitário, caso os ataques não terminem logo. Ele descreveu que pessoas correm para os porões enquanto as bombas são lançadas. "As crianças estão desesperadas e os adultos são incapazes de dar segurança e conforto, neste momento", afirmou. Os hospitais estão além do limite. O médico apontou falta nos estoques de sangue e em equipamentos cirúrgicos.  "Pessoas estão sofrendo e morrendo por causa da falta de equipamento médico", disse o médico Mahmoud el-Khazndar, que trabalha no hospital Shifa, em Gaza. "Nós não estamos prontos para receber feridos em massa desta forma", disse.

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