Egito planeja abrir novo Canal de Suez ao custo de US$ 4 bilhões

País quer aumentar o tráfego comercial na rota e, posteriormente, expandir o porto de Suez e as instalações de embarque

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2014 | 12h08

CAIRO - O Egito planeja construir um novo Canal de Suez ao lado do existente, construído há 145 anos, em um projeto multibilionário destinado a expandir o tráfego comercial na rota mais rápida entre Europa e Ásia.

O Canal de Suez rende cerca de US$ 5 bilhões ao Egito por ano, sendo uma fonte vital de moeda forte para o país, que tem sofrido com uma queda no turismo e nos investimentos externos desde a insurgência de 2011.

O novo canal, parte de um projeto maior para expandir o porto de Suez e suas instalações de embarque, tem como objetivo aumentar a relevância internacional do Egito e estabelecer o país como um dos principais centros de comércio.

"Esse enorme projeto vai ser a criação de um novo Canal de Suez, paralelo ao canal atual, com uma extensão total de 72 quilômeros", disse o presidente da Autoridade do Canal de Suez, Mohab Mamish, em uma conferência em Ismailia, cidade portuária às margens do Canal. Os comentários foram transmitidos pela TV estatal.

Segundo Mamish, o custo total estimado na escavação do novo canal estaria em torno de US$ 4 bilhões, com conclusão prevista em cinco anos, embora o Egito vá se esforçar para terminar a obra no prazo de três anos.

O canal original, que liga os mares Mediterrâneo e Vermelho, levou 10 anos de trabalhos intensos e geralmente mal pagos para ser concluído por trabalhadores egípcios, que de acordo com a autoridade responsável pelo Canal de Suez foram recrutados em revezamento a uma frequência de 20 mil camponeses a cada 10 meses. /REUTERS

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