Egito pode ficar mais islamizado, diz ministro português

O Ministro de Estado e dos Negócios Exteriores de Portugal, Luis Amado, disse hoje que existe o risco de o Egito se tornar um país mais islamizado. "A Europa e o Ocidente precisam se preparar para este cenário e trabalhar de forma mais produtiva do que em outros episódios semelhantes no passado", afirmou, pouco antes do anúncio oficial da renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak.

LUCIANA XAVIER, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 15h19

O ministro português deu as declarações antes do início da reunião de Alto Nível do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), presidida pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

"Estamos preocupados com a situação no Egito e acreditamos ser necessária uma posição forte e unificada do Ocidente em relação à necessidade de uma transição pacífica no país, que leve em conta os anseios da população. O papel das Forças Armadas egípcias é importantíssimo neste momento", disse.

"É um momento histórico, e o mundo ocidental precisa aprender as lições das ruas de Cairo. A Europa, especialmente, precisa ter uma visão estratégica nova e integrada frente à nova realidade do mundo árabe", acrescentou.

O debate desta manhã no conselho entre os ministros de Relações Exteriores de vários países é sobre o tema "manutenção da paz e segurança internacionais: a interdependência entre segurança e desenvolvimento".

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