Egito pode suspender estado de emergência após decisão de tribunal

Com a decisão, toque de recolher também termina e segurança será reforçada, segundo ministro do Interior

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2013 | 14h45

(Atualizada às 16h35) CAIRO - O Egito planeja suspender nesta terça-feira, 12, o estado de emergência e o toque de recolher impostos há três meses, dois dias antes do esperado, disseram duas fontes do governo e uma fonte de segurança.

O governo egípcio apoiado pelo Exército anunciou o toque de recolher noturno em 14 de agosto, quando as forças de segurança desmontaram dois acampamentos de partidários do presidente islâmico deposto Mohamed Morsi no Cairo, provocando ondas de violência em que centenas de pessoas foram mortas.

O estado de emergência permitiu às autoridades realizar prisões sem mandados e deu a oficiais de segurança o direito de vasculhar residências.

Segundo a fonte de segurança, a decisão do governo foi tomada depois de um veredicto da Justiça afirmando que o estado de emergência, que inclui o toque de recolher entre 1h e 5h da manhã, expirou nesta terça-feira. O governo informou que está "comprometido a executar a decisão judicial e está à espera de receber uma cópia da decisão para executá-la".

O ministro de Interior do Egito, general Mohammed Ibrahim, disse, em declarações divulgadas pela agência estatal de notícias, que a segurança seria reforçada assim que o toque de recolher expirasse.

Centenas de manifestantes pró-Morsi têm realizado protestos quase diários contra o Exército, que depôs o presidente em julho. Autoridades egípcias prenderam milhares de ativistas islâmicos e apoiadores de Morsi nos últimos três meses.

O estado de emergência e o toque de recolher inicialmente teriam duração de um mês a partir de 14 de agosto, mas o governo prorrogou por mais dois meses em 12 de setembro. "O tribunal argumentou que uma vez que o anúncio de extensão foi em 12 de setembro, então a data de validade deve ser terça-feira, não quinta-feira 14 de novembro", disse uma fonte da Justiça./ REUTERS

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