Egito prende 9 suspeitos de ataque no Sinai

Operação foi parte da resposta à ação que matou 16 guardas na fronteira com Israel, no domingo

AL-ARISH, EGITO, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h08

As forças de segurança do Egito anunciaram ontem a prisão de 9 militantes islâmicos no norte da Península do Sinai suspeitos de terem participado, no domingo, do ataque que deixou 16 guardas de fronteira egípcios mortos no posto de Karam Abu Salem, que controla a linha divisória do país com Israel. Essas foram as primeiras prisões decorrentes da operação militar que o Cairo realiza em resposta à ação, que terminou do lado israelense.

Nas primeiras horas da manhã, soldados invadiram uma casa em Sheik Zwaid - localidade próxima ao limite com a cidade palestina de Rafah, na Faixa de Gaza, alvo de ataques da Força Aérea egípcia na quarta-feira. Os suspeitos foram surpreendidos enquanto estavam dormindo. Entre os presos está Selmi Zeyoud, descrito por um funcionário do governo que não quis se identificar como um "elemento perigoso", irmão de um jihadista que foi assassinado.

A eficácia da operação militar do Egito no Sinai, a maior desde a guerra do país contra Israel, em 1973, não é evidente. Apesar do intenso deslocamento de tropas e armas para o local - e a morte de até 20 "terroristas" -, ataques ocorreram quase diariamente nesta semana, principalmente contra o posto de controle na estrada entre Al-Arish e Gaza. Funcionários egípcios dizem que milicianos abrem fogo durante a noite, trocam tiros rapidamente com as forças de segurança e fogem.

Em uma conversa com o ministro do Interior egípcio, Ahmed Gamal al-Din, na quinta-feira, líderes de tribos beduínas do Sinai prometeram colaborar para o combate contra militantes islâmicos na região e exigiram ver corpos dos suspeitos mortos pelo Egito. Os chefes tribais também afirmaram que pretendem ajudar no fechamento dos túneis entre Egito e Gaza, anunciado pelo Cairo. / AP, AFP e REUTERS

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