Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Egito prende nove militantes ligados ao ataque no Sinai

Presos estariam por trás do atentado que matou 16 soldados egípcios no domingo

estadão.com.br,

10 de agosto de 2012 | 11h14

Texto atualizado às 18h45

EL-ARISH - Uma autoridade de segurança do Egito afirmou que tropas prenderam nove militantes islâmicos no norte da península do Sinai nesta sexta-feira, 10. Acredita-se que os presos estejam por trás do ataque que matou 16 soldados egípcios no último domingo.

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O oficial disse que na manhã de hoje as forças egípcias invadiram uma casa em Sheik Zweid, próxima à fronteira com a Faixa de Gaza, e capturaram os noves suspeitos enquanto eles dormiam. Entre eles está Selmi Zeyoud, que a fonte descreveu como um "elemento perigoso" e irmão de um jihadista assassinado. O oficial falou em anonimato pois não tinha autorização pra falar com a imprensa.

As prisões foram as primeiras desde o ataque surpresa em que homens armados invadiram um posto de fronteira com Israel e Gaza, mataram os soldados e depois fugiram pra Israel.

A eficácia da operação militar do Egito no norte do Sinai, a maior desde a guerra do país contra Israel, em 1973, porém, não é evidente. Apesar do intenso deslocamento de tropas e armamentos para o local - e a morte de até 20 "terroristas" - após a ação em Karam Abu Salem, ataques têm ocorrido quase diariamente nesta semana, principalmente contra o posto de controle na estrada que liga Al-Arish a Gaza. Funcionários egípcios dizem que milicianos abrem fogo durante a noite, trocam tiros rapidamente com as forças de segurança e fogem.

Gaza

O diretor de fronteiras do Hamas, Maher Abu Sabhai, afirmou que o Egito reabriu temporariamente sua fronteira com a Faixa de Gaza nesta sexta-feira, mas apenas para permitir a volta de palestinos que estavam no lado egípcio.

O governo do Egito fechou a fronteira após o ataque contra os soldados. Sabha disse que a passagem continuará aberta por dois dias, mas os guardas vão proibir a entrada habitantes de Gaza no Egito.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, tentou convencer os egípcios a reabrirem a fronteira e encerrar o bloqueio de longa data no mês passado. Mas após o ataque do domingo Cairo fechou as passagens, acusando militantes de Gaza de ajudarem a coordenar a investida.

Com AP e Reuters

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