Egito: Presidência adverte exército a não intervir

O secretário de imprensa da presidência do Egito, Ihab Fahmy, desqualificou nesta segunda-feira uma aparente ameaça do exército do país de intervir na política se a atual crise entre situação e oposição degenerar em caos.

AE, Agência Estado

24 de junho de 2013 | 18h37

"Existe um presidente governando o país de forma democrática, eleito democraticamente. Não podemos imaginar a possibilidade de o exército voltar" ao poder, declarou Fahmy a jornalistas estrangeiros.

"O exército tem as missões de proteger as fronteiras e garantir a segurança de instituições estratégicas. O exército não tem funções políticas", prosseguiu.

As declarações de Fahmy vêm à tona um dia depois de o general Abdel-Fattah el-Sissi, ministro da Defesa do país, ter dado ao governo e à oposição prazo de uma semana para que se entendam antes de um protesto programado para 30 de junho no qual a oposição pretende exigir a renúncia do presidente Mohammed Morsi.

A manifestação está marcada para o dia do primeiro aniversário da posse de Morsi.

O exército dominou a cena política egípcia por décadas e manteve-se no controle por mais de um ano depois da revolta popular que derrubou o ditador Hosni Mubarak no início de 2011. Fonte: Associated Press.

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