Egito propõe acordo para Israel e Hamas

Proposta de cessar fogo tem como objetivo encerrar o conflito que dura um mês e fez mais de 1900 vítimas palestinas e 67 israelenses

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 19h59

CAIRO - Antes do término da trégua de 72 horas na Faixa de Gaza, hoje à meia-noite (18 horas de Brasília), o Egito apresentou uma proposta de cessar-fogo a Israel e ao Hamas com o objetivo de encerrar o conflito, segundo funcionários palestinos envolvidos nas negociações entre as duas partes no Cairo.

Os funcionários disseram à agência Associated Press que a proposta egípcia pede a flexibilização de partes do bloqueio a Gaza, trazendo algum alívio ao território. No entanto, ainda deixa pontos importantes em discussão, como o levantamento total do bloqueio – exigência do Hamas – e o desarmamento das milícias palestinas – precondição israelense.

O grupo radical Hamas, que assumiu o controle de Gaza em 2007, exige o fim do bloqueio promovido por Israel e Egito à região. O governo israelense diz que o isolamento tem como objetivo evitar o armamento constante das milícias.

“As conversas estão difíceis, mas são sérias”, escreveu em sua página no Facebook Mussa Abu Marzuk, chefe da representação do Hamas. “A delegação precisa alcançar as esperanças do povo.” Outro membro da delegação palestina relatou algum progresso, dizendo que Israel fez uma série de concessões com o objetivo de melhorar a vida dos habitantes do território – cerca de 1,8 milhão de pessoas.

Entre as concessões estão o aumento no fluxo de caminhões com permissão para levar bens e mercadorias ao território e a transferência de fundos da Autoridade Palestina para pagar funcionários do Hamas. Também está incluído no pacote o aumento do limite da área de pesca para 19 quilômetros a partir da orla.

O funcionário disse, no entanto, que Israel estava condicionando o progresso nas mais importantes demandas dos palestinos – a construção de um porto e um aeroporto – para o desarmamento do Hamas.

A Grã-Bretanha informou ontem que suspenderá 12 licenças de exportação de produtos militares para Israel, incluindo tanques, aviões e peças de radar, se as hostilidades com o Hamas em Gaza forem retomadas, citando preocupações de que os equipamentos possam ser usados para violar leis internacionais./ REUTERS, AP e EFE 

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelHamasEgitoCairo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.