Egito quer negociações de paz entre Israel e palestinos

Os Estados Unidos e o Egito tentavam, nesta terça-feira, encontrar um meio para pôr às duas semanas de confrontos na Faixa de Gaza. Autoridades elevaram a possibilidade de retomar as conversações de paz entre Israel e os palestinos como um passo necessário para evitar a manutenção da violência.

Agência Estado

22 Julho 2014 | 12h01

O secretário de Estado norte-americano John Kerry, que reuniu-se com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e outras autoridades de alto nível, não chegou a defender uma nova rodada de negociações de paz. Ainda assim, ele afirmou que as discussões no Cairo têm como alvo "encontrar não apenas uma forma para chegar a um cessar-fogo, mas uma forma para lidar com questões subjacentes, que são muito complicadas".

Os Estados Unidos e Israel apoiam a proposta de cessar-fogo do Egito, mas o Hamas rejeitou o plano, pois quer o fim ao bloqueio a Gaza.

Ataques aéreos israelenses atingiram mais de 70 alvos em Gaza nas últimas 24 horas, dentre eles a casa de um líder do braço militar do Hamas, já falecido; cinco mesquitas e um estádio de futebol, segundo um policial de Gaza.

Ao mesmo tempo, uma autoridade de Defesa de Israel disse à Associated Press que um soldado israelense desapareceu depois de uma sangrenta batalha no território palestino durante o final de semana. Não se sabe se ele está morto ou vivo.

No passado, Israel pagou um preço muito alto para recuperar soldados capturados por seus inimigos.

Kerry também se reuniu com o chefe da inteligência palestina, Majid Faraj, na manhã desta terça-feira, e deve viajar para Israel ainda nesta semana. Os Estados Unidos estão enviando US$ 47 milhões em ajuda humanitária para dezenas de milhares de palestinos que foram obrigados a deixar suas casas em Gaza para escapar dos confrontos.

Este conflito é o terceiro envolvendo o Hamas e Israel desde 2009. O último cessar-fogo entre os dois lados foi negociado em novembro de 2012. Não está claro o que exatamente Israel e o Hamas exigiriam para concordar com uma trégua neste momento ou mesmo se um acordo de cessar-fogo seria alcançado nesta semana.

O Exército de Israel já enviou cerca de 1.000 soldados para Gaza, que adentraram o território muito mais do que em 2012. Além do mais, o atual conflito é mais longo do que o anterior. Fonte: Associated Press.

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