Egito reabre fronteira com Gaza por dois dias

A passagem de Rafah, única saída de Gaza para outro país que não Israel, foi fechada após o ataque que, no fim de outubro, causou a morte de mais de 30 soldados egípcios na região

O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2014 | 15h49

CAIRO  - O governo do Egito decidiu nesta quarta-feira, 26, abrir por dois dias a passagem fronteiriça de Rafah, entre a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, fechada após o ataque que, no fim de outubro, causou a morte de mais de 30 soldados egípcios na região.

A fronteira permanecerá aberta hoje e amanhã para permitir o retorno a Gaza dos cidadãos palestinos que ficaram presos no Egito devido ao fechamento repentino do cruzamento em 25 de outubro, informou a agência oficial Mena.

No dia 4, o embaixador palestino no Cairo e na Liga Árabe, Jamal al-Shobaki, pediu para as autoridades egípcias abrirem a fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza pelo menos uma vez por semana.

Shobaki afirmou que o fechamento da fronteira deixou presos no Egito vários palestinos, entre eles famílias e feridos durante a ofensiva militar israelense contra Gaza em meados do ano.

A passagem de Rafah, a única saída de Gaza para outro país que não Israel, permaneceu fechada em várias ocasiões nos últimos anos, dependendo da situação de segurança e das relações do Egito com o movimento palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

Além do fechamento da passagem, o Executivo egípcio decretou após o ataque contra os militares toque de recolher e estado de emergência em uma zona do norte da Península do Sinai.

Outra medida foi o despejo dos civis que vivem a menos de 500 metros da fronteira de Gaza, assim como a derrubada de suas casas.

De muitas destes imóveis saem túneis ilegais que são usados para o contrabando com Gaza, e as autoridades egípcias consideram que foram empregados pelos extremistas para atravessar da Faixa de Gaza para o território egípcio.

A Península do Sinai é, há anos, foco de instabilidade, mas os ataques contra as forças de segurança egípcias se intensificaram desde a queda do presidente islamita Mohammed Mursi em julho de 2013. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.