Egito recomenda 'coragem' para Israel e palestinos

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje que conversações diretas com os palestinos, que devem ser retomadas no dia 2 de setembro, em Washington, vão exigir concessões dos dois lados.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 14h33

"Entendemos que decisões corajosas serão exigidas dos dois lados", disse Barak, segundo um comunicado do ministério, durante reunião, em Tel-Aviv, com o enviado do Quarteto (Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia), Tony Blair. "Israel vai agir enquanto protege seus interesses essenciais - de segurança e outros", disse. "Esperamos que o outro lado também encontre em si mesmo a força para avançar nas conversações", acrescentou.

O Quarteto publicou um comunicado na sexta-feira, 20, pedindo que Israel e os palestinos "resolvam todas as questões de status (de territórios e sobre os refugiados palestinos) e satisfaçam as aspirações dos dois lados" com a retomada das negociações. O documento diz que o objetivo deve ser o estabelecimento de "um Estado palestino independente, democrático e viável".

Pedindo aos dois lados que evitem "ações provocativas" e reafirmando os pronunciamentos anteriores do Quarteto, o comunicado também deu a entender que Israel deve interromper a construção de assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Porém, ao anunciar o convite dos Estados Unidos para que os dois lados se reúnam em Washington para a retomada nas negociações, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton disse na sexta-feira que as conversações deveriam ocorrer "sem precondições". As informações são da Dow Jones.

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