Egito torna crime desrespeito à bandeira e hino nacional

O atual presidente interino do Egito tornando uma desonra à bandeira egípcia e não ficar em pé para o hino nacional um crime, punível com penas de até um ano de prisão e uma multa de mais de US$ 4.000, afirmou o porta-voz do governo Ihab Badawi neste sábado.

Agência Estado

31 Maio 2014 | 20h45

Badawi afirmou a repórteres que o decreto estabelece que o hino e a bandeira nacional são "símbolos do Estado, que devem ser respeitados e tratados com veneração." O decreto aumentou as penas sugeridas a partir do final do ano passado, que tinham fixado um prazo de até seis meses de prisão e multas de US$ 700. O decreto também proíbe o levantamento da bandeira se for rasgada, sua cor desbotada, ou com desenho distorcido.

Criminalizar o desrespeito dos emblemas nacionais parece enraizado na recente controvérsia em torno da bandeira nacional e do hino durante os três últimos anos de turbulência no Egito.

O hino nacional foi tema de debate quando legisladores islâmicos no Parlamento eleito pela primeira vez após a queda do antigo autocrata Hosni Mubarak em 2011 se recusaram a ficar de pé quando ele foi tocado. Na interpretação de alguns ultraconservadores, a demonstração de respeito é reservada apenas para Deus. Outros se recusaram a ficar de pé para o hino, porque, segundo eles, centenas de pessoas foram mortas nas mãos da polícia.

A bandeira, proeminente durante a maior parte de recentes protestos no Egito, foi rasgada por manifestantes, ao mesmo tempo em que eram levantadas bandeiras de facções. Depois da queda de Mubarak, alguns também discutiram mudar a bandeira.

O Egito está enfrentando uma crescente onda de fervor nacionalista após a deposição do presidente islâmico Mohammed Morsi pelo Exército em julho. Fonte: Associated Press.

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