Egito vai julgar jornalistas da Al Jazeera, diz procurador

O Egito vai levar a julgamento um australiano, dois britânicos e uma holandesa por ajudarem 16 egípcios pertencentes a uma "organização terrorista", disse a procuradoria pública nesta quarta-feira, descrevendo os quatro como correspondentes da Al Jazeera.

SHADIA NASRALLA, Reuters

29 de janeiro de 2014 | 20h09

Três dos jornalistas da emissora, com sede no Catar - o australiano Peter Greste; o egípcio-canadense Mohamed Fahmy; e Baher Mohamed - foram detidos no Cairo em 29 de dezembro e permanecem sob custódia, disse a Al Jazeera.

As identidades dos outros estrangeiros mencionados pela procuradoria não ficaram claras de imediato. A Embaixada da Holanda não quis comentar o assunto. A embaixada britânica disse estar ciente do caso e buscando mais informações.

Em um comunicado, o procurador disse que os quatro tinham publicado "mentiras" que prejudicaram o interesse nacional e dado dinheiro, equipamento e informações para 16 egípcios. Os estrangeiros também foram acusados de usar equipamento de transmissão não licenciado.

Os 16 egípcios irão a julgamento por pertencerem a uma "organização terrorista", uma aparente referência à Irmandade Muçulmana, que tem protestado contra o governo desde que o Exército destituiu o presidente Mohamed Mursi, político islamita, em julho.

O governo declarou a Irmandade um "grupo terrorista". A Irmandade diz ser uma organização pacífica.

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