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Egito vai realizar eleição parlamentar em fevereiro ou março, diz chanceler

Segundo ministro, eleição presidencial ocorre em seguida e pode ter participação do braço político da Irmandade

O Estado de S. Paulo,

08 de novembro de 2013 | 14h43

MADRI - O ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil Fahmy, disse nesta sexta-feira, 8, que o país vai realizar eleições parlamentares entre fevereiro e março de 2014, seguidas por eleições presidenciais, e que o braço político da banida Irmandade Muçulmana, do presidente deposto Mohamed Morsi, poderá participar.

Os comentários de Fahmy representam o cronograma mais específico até agora para o fim do governo apoiado pelo Exército e um retorno à política eleitoral no país mais populoso do mundo árabe. Desde a queda de Morsi, em 3 de julho, o Egito vive alguns dos piores casos de violência em sua história moderna.

Fahmy disse à Reuters que o Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, "ainda é legal no Egito" e está livre para participar da eleição parlamentar. A Irmandade não conseguiu derrubar, na quarta-feira, a decisão judicial que baniu o movimento e Morsi é julgado sob a acusação de incitar a violência durante seu governo.

Falando durante visita à Espanha, o chanceler egípcio disse que as eleições presidenciais serão anunciadas "até o fim da próxima primavera (no hemisfério Norte)" e serão realizadas "no máximo dois meses após o anúncio."

Segundo Fahmu, as eleições vão ocorrer após um referendo sobre uma nova Constituição, que será realizada em dezembro. Um comitê de 50 membros está trabalhando na alteração da Constituição que foi elaborada sob o governo de Morsi por uma assembleia dominada por islâmicos.

Desde julho o governo apoiado pelo Exército levou a cabo uma operação de repressão à Irmandade Muçulmana. Os líderes do movimento estão atrás das grades, assim como mais de 2.000 membros e simpatizantes. Centenas de islâmicos foram mortos desde a deposição do presidente./ REUTERS

 

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