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Egito vota por expulsão do embaixador de Israel

Moção sinaliza que mudanças enormes estão ocorrendo no Egito após a queda de Mubarak

AE, Agência Estado

12 de março de 2012 | 18h24

CAIRO - O Parlamento do Egito, de 508 deputados e cuja maioria é formada por políticos islamitas, votou e aprovou por unanimidade nesta segunda-feira, 12, o apoio à expulsão do embaixador de Israel do país e a suspensão das exportações de gás natural ao Estado judeu.

 

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A moção foi em grande parte simbólica, uma vez que só o conselho da junta militar que governa o Egito pode tomar essas decisões. A moção não deverá ter impacto sobre as relações entre o Egito e Israel, mas sinaliza que mudanças enormes estão ocorrendo no Egito, após a queda do regime de Hosni Mubarak em fevereiro do ano passado.

A votação foi feita após a apresentação de um relatório elaborado pelo comitê de assuntos árabes do Parlamento, o qual afirma que o Egito "nunca" será um amigo, parceiro ou aliado de Israel. O relatório descreve Israel como o "inimigo número 1" do Egito e apoia a resistência palestina "em todas as suas formas" contra as "políticas agressivas de Israel".

O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um tratado formal de paz com Israel em 1979. O tratado foi assinado seis anos após os dois países lutarem a sua última guerra, a do Yom Kippur em 1973, quando o Egito e outros países árabes sofreram uma derrota militar. O acordo, contudo, produziu uma "paz armada" e muitos egípcios ainda veem o Estado de Israel como inimigo.

"O Egito Revolucionário nunca será um amigo, parceiro ou aliado da entidade sionista, a qual nós consideramos ser o inimigo número 1 do Egito e da nação árabe", diz o texto.

As informações são da Associated Press.

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