Estado Islâmico ameaça de morte 21 imãs nos EUA e na Europa

Em artigo publicado em revista digital de propaganda extremista, grupo afirmou que religiosos são 'hereges' e aliados 'do demônio de de nações inimigas' do islã

O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 09h17

CAIRO - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) publicou os nomes de 21 religiosos muçulmanos que vivem, em sua maioria, nos Estados Unidos e no Reino Unido, e foram ameaçados de morte após serem acusados de serem "hereges", aliados do "demônio e das nações inimigas" ao islã.

Na última edição da revista eletrônica de propaganda do grupo terrorista, Dabiq, editada em inglês, foram publicadas fotografias de seis religiosos que foram acusados de "alterar o significado" dos versículos corânicos para "alterar as crenças" dos verdadeiros muçulmanos.

Em artigo intitulado: "Matem os ímãs da heresia no Ocidente", a revista conclui que há duas maneiras de se vincular com o "território do islã": "Unindo-se às fileiras dos jihadistas ou fazendo a 'jihad' com os recursos a seu alcance (facas, armas e explosivos) para matar os inimigos e outros não crentes e apóstatas, incluídos os ímãs da heresia".

Segundo o artigo, é uma obrigação matá-los a não ser que se "arrependam publicamente de sua heresia antes de ser apreendidos".

Entre os ímãs incluídos nesta lista negra há dois de nacionalidade árabe, um de origem asiática e o resto são em sua maioria americanos, britânicos e canadenses.

Segundo a visão simplista e extremista dos jihadistas do Estado Islâmico sobre o islã, todo aquele que não é muçulmano é herege e todo aquele muçulmano que "rejeita uma única ordem de Alá" também é um herege e, portanto, seu assassinato seria justificado. / EFE

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