Omar Sanadiki/Reuters
Omar Sanadiki/Reuters

EI bate em retirada de Palmyra, mas deixa rastro de destruição

Forças do governo da Síria e da Rússia intensificaram ataques contra terroristas; monumentos foram dinamitados

O Estado de S.Paulo

02 de março de 2017 | 05h18
Atualizado 02 de março de 2017 | 09h31

CAIRO - A maior parte dos combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico se retirou nesta quinta-feira, 2, da cidade histórica de Palmyra ante a ofensiva do exército da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Eles deixaram, porém, um rastro de destruição.

Em sua retirada, os terroristas destruíram diversos pontos da cidade, patrimônio mundial da Unesco. O grupo havia conquistado Palmyra em maio de 2015 e foi expulso oito meses depois por soldados sírios. Porém, eles voltaram a recuperar terreno em dezembro.

Durante seu domínio, os jihadistas dinamitaram os templos de Bel e Bal Shamín, a fachada do teatro romano, o arco do triunfo, dezenas de estátuas do museu da cidade e outros monumentos. As ações dos terroristas foram consideradas "crimes de guerra" pela Unesco.

Ainda que boa parte dos combatentes do EI tenha batido em retirada, as forças leais ao presidente Bashar Assad não tomaram por completo o controle de Palmyra.

Enquanto isso, aviões e helicópteros da Rússia, aliada de Assad, estão intensificando seus bombardeios nas regiões controladas pelos jihadistas em Palmyra e na zona rural ao redor. A cidade histórica foi durante os séculos 1 e 2 um dos principais centros culturais da época e ponto de encontro das caravanas da Rota da Seda, que atravessavam o deserto sírio. / EFE

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